Avé fiel companheira,
Que de mão dada me guias,
Por tão bela fronteira,
E por alamedas esguias,
Omnipresente na existência,
Virtuosa nas desventuras,
Pois nem breves ternuras,
Esvanecem tua omnipotência.
Te exalto nestes momentos,
Pois és força motriz,
Duma alma em lamentos,
Desconhecendo o que diz.
Oh digna donzela,
Parceira do sofrimento,
És quem mais se revela,
Neste meu desalento,
Atolado em agonias,
Pressintindo doces noticias,
Que são dolorosas ironias,
Este prazer com que alicias.
Desabando a minha volta,
Todos te levam com eles,
Pois até mesmo na revolta,
Tu mostras presença reles,
Te insurges em todos nós,
Impingindo vil presença,
És a mais aguda voz,
Que dilacera na desavença.
És o sentimento do povo
Pertencendo também a nobreza,
Não és nada de novo,
Embora não haja clareza,
De ser ou de intelecto,
Para uma vacina criar,
Criando um modo concreto,
E uma forma de contigo acabar.
No entanto agora te abraço,
Te acarinho no meu peito,
Ofereço te este espaço,
E te escrevo a preceito,
Elevo-te ao pedestal,
Pois és a bela rainha,
Do reinado transcendental,
Em toda percepção minha.
Conquistaste aquele,
Que nunca irias conquistar,
'Tás na superficie da pele,
'Tás nas veias a pulsar,
Odeio-te amando,
Pois me fazes compreender,
Embora renegando,
Vieste comigo ter.
Pois se existes,
Algo te criou,
Assinalas a existência,
Que meu coração procurou,
Com extenuada insistência,
Afinal de contas tristeza,
Assinalas o amor.
Embora sem qualquer delicadeza,
Ou sublime esplendor,
Amo ela e os meus,
Que sem nunca se alistar,
Sucumbem a designios teus,
Cujos sonhos queres findar,
Atingindo-me pela epidemia,
Dos que não devem chorar.
Agora sou eu quem contagia,
Pois não soube aceitar.
Vivi na ilusão,
Que nunca haveria desilusão,
Mas que seria do coração,
Senão houvesses vil sensação?
Seria deprimente e estático,
Reles batimento sombrio,
Pobre ritmado e sintético,
Contraste deste suave e bravio,
Que a vida tanto embeleza,
Que sem ti não existiria,
Oh doce tristeza,
A minha adorada alegria.
Que de mão dada me guias,
Por tão bela fronteira,
E por alamedas esguias,
Omnipresente na existência,
Virtuosa nas desventuras,
Pois nem breves ternuras,
Esvanecem tua omnipotência.
Te exalto nestes momentos,
Pois és força motriz,
Duma alma em lamentos,
Desconhecendo o que diz.
Oh digna donzela,
Parceira do sofrimento,
És quem mais se revela,
Neste meu desalento,
Atolado em agonias,
Pressintindo doces noticias,
Que são dolorosas ironias,
Este prazer com que alicias.
Desabando a minha volta,
Todos te levam com eles,
Pois até mesmo na revolta,
Tu mostras presença reles,
Te insurges em todos nós,
Impingindo vil presença,
És a mais aguda voz,
Que dilacera na desavença.
És o sentimento do povo
Pertencendo também a nobreza,
Não és nada de novo,
Embora não haja clareza,
De ser ou de intelecto,
Para uma vacina criar,
Criando um modo concreto,
E uma forma de contigo acabar.
No entanto agora te abraço,
Te acarinho no meu peito,
Ofereço te este espaço,
E te escrevo a preceito,
Elevo-te ao pedestal,
Pois és a bela rainha,
Do reinado transcendental,
Em toda percepção minha.
Conquistaste aquele,
Que nunca irias conquistar,
'Tás na superficie da pele,
'Tás nas veias a pulsar,
Odeio-te amando,
Pois me fazes compreender,
Embora renegando,
Vieste comigo ter.
Pois se existes,
Algo te criou,
Assinalas a existência,
Que meu coração procurou,
Com extenuada insistência,
Afinal de contas tristeza,
Assinalas o amor.
Embora sem qualquer delicadeza,
Ou sublime esplendor,
Amo ela e os meus,
Que sem nunca se alistar,
Sucumbem a designios teus,
Cujos sonhos queres findar,
Atingindo-me pela epidemia,
Dos que não devem chorar.
Agora sou eu quem contagia,
Pois não soube aceitar.
Vivi na ilusão,
Que nunca haveria desilusão,
Mas que seria do coração,
Senão houvesses vil sensação?
Seria deprimente e estático,
Reles batimento sombrio,
Pobre ritmado e sintético,
Contraste deste suave e bravio,
Que a vida tanto embeleza,
Que sem ti não existiria,
Oh doce tristeza,
A minha adorada alegria.
