quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Crescimento

Qual o objectivo,
De esmagar o genial,
Castigar o criativo,
Desrespeitar o original,
Pelo odioso padrão,
Que os ignorantes regem,
Para o qual não há razão,
Com que os crentes se iludem.

Ilusão errada,
Que fecha a porta,
Que devia estar escancarada,
Prende quem importa,
Solta o imbecil,
Podemos ser mais,
Mas querem povo inutil,
Que sejamos todos iguais.

Para quê Bolonha?
Tratado ignóbil,
Apresenta uma medonha,
Reforma estudantil,
Que agrada apenas,
Quem já tá formado,
Pois contra os mal-preparados,
Seus empregos tão assegurados.

Geração rasca?
Eu acho que há capacidade,
Bloqueada na política de tasca,
Desde tenra idade,
Somos um futuro,
E temo-lo na mão,
Aclaremos o escuro,
Façamos pacífica rebelião.

Revoltemos intelectualmente,
Provemos a verdade,
Criticando como Gil Vicente,
Mostramos a desigualdade,
Provemos que mesmo impingindo,
Big Brothers e afins,
E nosso intelecto denegrindo,
Não cancelam os nossos fins.

Mas para quê revoltar?
Que temos nós a temer?
Ao escrever acabei por notar,
E ao certo perceber,
Não querem reprimir,
Apenas nos ajudar,
Não conseguem sentir,
Porque os vamos ultrapassar.

Esta é a sua realidade,
Querendo ajudar prejudicam,
Não entendem toda a verdade,
Apenas a que identificam,
Devem prover segurança,
E algum desenvolvimento,
Mostrar ampla esperança,
No nosso crescimento.

Tudo depende de nós,
Mostrem capacidade,
Utilizem a vossa voz,
Com arte de verdade,
Façamos ver,
Deixemo-los notar,
Que para crescer,
Apenas têm que nos libertar!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Versos até ti

Sem saber,
Comecei a escrever,
Não dando parecer,
Apenas tempo perder,
Sem nunca esquecer,
Tudo que posso dizer,
Aquele que vai ler.

Para o desafio aumentar,
Acabei por me lembrar,
Que o poderia aprimorar,
Se tudo acabasse por rimar,
Escrevi sem parar,
Como todos podem notar,
O desafio acabo por superar,
Desta forma espetacular.

Porque não foi fazendo rir,
Ou sequer distrair,
Criei vontade de prosseguir,
Acabando por permitir,
Que possam distinguir,
O que acabo de assumir,
E vou dizendo a seguir.

Por te querer,
Por te olhar,
Ver te rir,
Nunca te esquecer,
Querer te amar,
Sem assumir,
Faz o meu coração parar.