quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Lágrimas

Ai esses cristais,
Percorrem teu rosto,
Entristecem os demais,
Espalham desgosto,
Não deves chorar,
Embora mesmo chorando,
És capaz de apaixonar,
Apenas olhando...

Ai esse brilho,
De olhos vidrados,
Revelam os negros trilhos,
De corações apaixonados,
Não deves chorar,
Abraça-te a mim,
A vida vamos pintar,
Com apaixonante carmesim...

Ai esses aguaceiros,
No deserto dos insensiveis,
São tiros certeiros,
Nas acções despreziveis,
Que não devem existir,
Que tomo sem querer tomar,
Querendo ver-te sorrir,
Faço-te chorar...

Ai esse lacrimejar,
Seja por felicidade,
Ou por extremo pesar,
É tua identidade,
Como tu és a minha,
Porque me sinto assim,
Como quem definha,
Na vontade de ter pra mim?

Ai esse momento,
Será mágico,
Secar o tormento,
Em movimento único,
O fim da tristeza,
Quando eu te beijar,
Sentiremos a frieza,
Que causa o quente amar...

Ai esse nós,
O chegar de momentos,
Que estando a sós,
Olhares expressam sentimentos,
Toques geram sensações,
Caricias criam necessidades,
Momentos trazem emoções,
Que despertam curiosidades...

Ai essa curiosidade,
Que mói o pensamento,
Que na intimidade,
São instinto do momento,
Instinto que me faz beijar,
Que me faz te abraçar,
Que faz as tuas lágrimas parar,
Quando segredo:"nunca te vou deixar..."

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sorrisos, Olhares e Pesar...

Quando nuvens cobriram o céu,
Tu foste o raio,
Irrompeste naquele bréu,
Com teu olhar de soslaio,
Sorriste com o olhar,
Despertando-me o coração,
Não sabia te chamar,
Nem resistir à tentação,
Tudo parece errado,
Quando o nosso olhar cruza,
E tu olhar pra outro lado,
Como quem recusa...

Porque me sinto assim,
Se não fazes ideia,
Do que isso desperta em mim,
Do fogo que ateia,
Já não sei reagir,
Não consigo pensar,
O que fazes sentir,
É dificil negar,
Que em cada olhar,
Cada sorriso,
Me fazes despertar,
P'ra perda de juízo...

Sem saber que dizer,
Que palavras usar,
Resta-me apenas esquecer,
Apenas deixar passar,
Ideias que me percorrem,
Fantasias que invadem,
Lágrimas que escorrem,
Sentimentos que se perdem,
Faz-me te encontrar,
No entanto te perdendo,
Faz-me lembrar,
Enquanto vou esquecendo...

Esse belo sorriso,
Esse terno olhar,
Que me faz ver-te partir,
Sorrindo apetecendo-me chorar...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Ruelas

Perdi minha integridade,
Enquanto te vivia,
Nas ruelas da cidade,
Minha vida escorria,
Sonhos por ti arranhados,
Recordo com amargura,
E deuses esperançados,
Me dão sua ternura.

Oh tristes ruelas
Que me levam,
Dentro delas...
Oh tristes ruelas
Que o destino selam,
Em todas pisadelas,
No trilho de açucenas,
Onde passeio minhas penas...

Ruelas sem sentido,
Que representam a vida,
Onde estou perdido,
Em que entro de investida,
Carregando o destino,
Que em ruelas esquivo,
Sangrando a voz,
São sonhos que não vivo,
E em sonho alcanço nós...

Em ti rezou história,
Sobre ti caminho,
Ruelas de memória,
Onde me definho,
Onde fujo à realidade,
Que alegram e fazem sofrer,
Lindas ruelas da cidade,
Onde adoro me perder...