terça-feira, 26 de junho de 2007

S. João

O fogo ia alto,
Na brasa da churrasqueira,
Premonição de sardinhada,
Naquela grande fumaceira,
Assim foi a entrada,
No grande S. João,
Caldo verde e sardinhas,
Música e animação,
E enquanto separava espinhas,
Lá aquecia o coração...

Era chegada hora,
De deixar familia atrás,
E de me ir embora,
A caminho da folia que satisfaz.
Alho porro e marteladas,
Caracterizavam a multidão,
Todas ruas paradas,
Enquanto guiava meu primo na confusão.
Era noite pra ele também,
Concerteza se entretiria,
Com os amigos como convém,
Neste tão festivo dia...

Eis que era minha vez,
Fugia aos agressivos alhos,
Era um, dois e três,
Mas como com eles nada quis,
Perseguiram-me como bandalhos,
Prontos a afectar o meu nariz...

Em passo apertado lá cheguei,
Onde amigos encontrei,
E como quem cumprimenta pedi,
"Era um fino para aqui!"
Um momento de convivio,
Como só a festa proporciona,
Houve demonstrações de carinho,
Que quando visto impressiona,
Mas festa não tem gostinho,
Sem mais gente a socializar,
E eis que meu amiguinho,
Uma amiga me ia apresentar...

Foi daí que sucedeu,
Nova gente fui conhecer,
Não percebi como aconteceu,
Mas às diversões fui ter,
Algo começou ali,
Divertia-me com quem estava,
E com sorte não me perdi,
Enquanto amigos cumprimentava,
O belo S. João lá me levou,
E fui dar à cervejeira festa,
Onde tudo parou,
Novo fôlego se manifesta,
Peguei a delicada mão,
E com o calor do momento,
Aumentou o ritmo do coração...

Uma caminhada grande,
Pareceu bastante pequena,
Para um sentimento que espande,
Aquela alegria plena,
Que fez uma noite fantástica,
Ou duas e continua a fazer,
Com a rapariga simpática,
Que estou a adorar conhecer,
E dizendo-lhe que não faria,
O poema acabei por escrever...

Que será que diria,
Se soubesse o que tou a fazer?

quinta-feira, 7 de junho de 2007

O Teatro de mim

Ouve-se a tensão,
Sente-se o público,
Viver a sensação,
Ter o momento único,
camarins parecem pequenos,
Não há lugar pra falhas,
Pois a tensão é o menos,
Imagina que te espalhas?
Pensando nisto,
Sentes o "bichinho",
Aí é onde conquisto,
E ganho o gostinho.
O palco iluminado,
Personagem encarnada,
Público sentado,
Atenção em nós concentrada...
Sai a primeira fala,
E é automático,
Já ninguém se cala,
'Tá a ser fantástico.
Decorrem as cenas,
Passam os actos,
Belas histórias apenas,
Ou conceitos abstractos...
No teatro tudo és tu,
E tu és tudo,
Passas do rico ao nu,
Do que tem nada ao que tem tudo!
O teatro é ser nós,
Sendo outro alguém,
É projectar a voz,
Pra que não haja ninguém,
Que vá sem gostar,
Que passe sem perceber,
Todos temos que agradar.
Pois após nos ver,
O nosso nome vão espalhar,
E em uníssono se vai dizer:
A NCB é que está a dar!!!!

domingo, 3 de junho de 2007

Diferente

Depois de ter abandonado,
Tenho algo a dizer,
Diário enclausurado,
Aqui passo a escrever...

Como a ideia se perdeu,
O conceito esvaneceu,
E a outro algo me dedico,
A ti te prejudico...

Com isto dito,
O conselho passo a dar,
Visitai aqueles cujo futuro credito,
Visitai um blog de espantar...

http://ncbjovens.blogspot.com ,
Ficam já a conhecer,
Quando de arte tens fome,
Vai lá para a perder....

Deste blog o futuro,
Não é cruel,
Mas é duro,
Ao conceito sou fiel,
E a poesia perduro...

As próximas postagens,
Serão soltos poemas,
Nas cabeças criará imagens,
De muitos e belos temas...