domingo, 28 de outubro de 2007

Sonho Mundo

Instantes mudam,
Tudo se corrói,
Os sentimentos aprofundam,
A mente me destrói,
Afundo-me no momento,
Apago o pensar,
Acendeste o sentmento,
Fazes-me sonhar.
Um mundo só nosso,
A nossa realidade,
Onde tudo posso,
Onde somos a verdade,
Onde és minha,
Onde podemos ser nós,
Minha mente te adivinha,
Olhar-te falha-me a voz,
A realidade é diferente,
Funde-se com o sonho,
Aproveito o que se sente,
Aceito-o risonho,
Espero que não pare,
Que o mundo não mude,
Ou fará que dispare,
E até que me afunde,
Só a ti te quero,
O unir dos mundos,
Por ti espero,
Seremos um juntos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Coragem



Este poema foi escrito a pensar primeira numa e depois em mais uma e depois em várias pessoas que precisam ouvir estas palavras (e acho que hoje eu também). É preciso também demonstrar que só pelos amigos haveria aqui a primeira prosa, ainda que introdutória.


Vive!
Sê feliz!
Quem apenas sobrevive,
Nunca faz aquilo que quis,
Nunca atinge o potencial,
Por muito que tente,
Acredita és especial,
Tens um futuro sorridente,
Tens me a mim,
Aliás tens a nós,
Vamos-te mostrar por fim,
Que os amigos são a voz,
Da palavra solene,
Que mereces ouvir,
Da calma perene,
Que podes cumprir,
Dum sentimento insolente,
De pura alegria,
Pois tiras de toda gente,
Uma positiva energia,
Todos temos dúvidas,
Todos entristecemos,
Porém te olvidas,
O quanto te agradecemos?
Por seres quem és,
Por o seres também,
Tens bem assentes os pés,
Na vontade de ser alguém,
Tens objectivos,
E os vais alcançar,
Seremos compreensivos,
E iremos ajudar,
Juntos seremos felizes,
Juntos vamos lutar,
Logo não te martirizes,
Com quem te quer magoar,
Sente o momento,
Partilha tristeza comigo,
Sentirei teu sentimento,
E num sorriso te digo:
Enfrenta tudo com sorriso,
Porque como tamos contigo,
Pode ser que seja preciso,
Estares lá pró amigo.

sábado, 13 de outubro de 2007

O que quer mas não sabe amar

Oh culpa...
Com nevoeiro cobres,
A miséria e angústia,
Destes sentimentos nobres,
Que nunca irradiaria,
À luz da tua descrença,
Pois tua maldade,
Com violenta presença,
Me rouba a prosperidade.

Oh tristeza...
Todos fogem de ti,
És o confirmar do indesejado,
És quem me faz tar aqui,
Magoei e fiquei magoado,
Mas agradeço-te a presença,
Que estejas agora comigo,
És a merecida sentença,
De quem magoa um amigo.

Oh felicidade...
Porque ainda despontas,
Nesta alma culpada?
Não mereço o que contas,
Não mereço tua chama sagrada,
Que consumo sem cessar,
Pois mil ingredientes tem,
Que fazem a dor se afastar,
Ter sem ter alguém...

Oh malfadados sentimentos,
Criadores de meus tormentos,
Limiares da insanidade!
Esperai pela verdade,
Fazei-me perder na realidade,
De quem vive para o momento.
De quem vos tem como elemento,
Para a magia da vida,
Que com que alma perdida,
Nos faz viajar...
De porto em porto parar,
Cada porto uma incoerência,
Destruidor da inocência,
De quem não sabe sonhar.
Mas tem no futuro o olhar,
E pede que possam ajudar,
O que quer mas não sabe amar...

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Dissertando

Explorar a escrita,
Sem saber que escrever,
A minha mente dita,
E as mãos a mexer.
Sonhos de incoerencia,
Rasgos de irrealidade,
Momentos de carência,
Abraço insanidade...
Porque me compreende,
Me aceita assim,
Não me repreende,
Porque ta dentro de mim.
A insanidade sou eu,
Dou-te felicidade triste,
Projecto-me num sonho teu,
Trazendo o que pediste,
Insegura segurança,
Do meu instável ser,
Sombra na esperança,
Quem ao ganhar faz perder...
Mas porque sinto assim?
Não seria de prever,
Tudo que há em mim,
São razões pra sorrir,
Será que são essas?
Sentindo sem sentir,
Juntei as peças...
Recalquei agonias,
Esqueci tristezas,
Cobri com tapete de ironias,
Fazendo mal as limpezas,
Agora me assombram,
Assolam a felicidade,
Os pilares tombam,
Da minha sanidade...
Agora tudo faz sentido,
Embora pareça que não,
Nada tá perdido,
Nesta ordenada confusão...
Confundi a insanidade,
Não é isso que sou,
Vendo bem a verdade,
A insanidade em que tou...
Apenas define a HUMANIDADE.