sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Dissertando

Explorar a escrita,
Sem saber que escrever,
A minha mente dita,
E as mãos a mexer.
Sonhos de incoerencia,
Rasgos de irrealidade,
Momentos de carência,
Abraço insanidade...
Porque me compreende,
Me aceita assim,
Não me repreende,
Porque ta dentro de mim.
A insanidade sou eu,
Dou-te felicidade triste,
Projecto-me num sonho teu,
Trazendo o que pediste,
Insegura segurança,
Do meu instável ser,
Sombra na esperança,
Quem ao ganhar faz perder...
Mas porque sinto assim?
Não seria de prever,
Tudo que há em mim,
São razões pra sorrir,
Será que são essas?
Sentindo sem sentir,
Juntei as peças...
Recalquei agonias,
Esqueci tristezas,
Cobri com tapete de ironias,
Fazendo mal as limpezas,
Agora me assombram,
Assolam a felicidade,
Os pilares tombam,
Da minha sanidade...
Agora tudo faz sentido,
Embora pareça que não,
Nada tá perdido,
Nesta ordenada confusão...
Confundi a insanidade,
Não é isso que sou,
Vendo bem a verdade,
A insanidade em que tou...
Apenas define a HUMANIDADE.

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