segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Revolta aos sentimentos

Em vis palavras te escrevo,
Oh por este odioso sofrimento,
De ruim forma te descrevo,
Culpada do meu desalento,
Te confesso que te odeio,
Por não deixar de te querer,
Por sentir o que não planeio,
Por me deixar sofrer,
Por não conseguir controlar,
Pela forma como me envolvo,
Nesta crueldade que me faz desabar,
Pois teu problemas não resolvo,
Oh tu que trazes o fim,
Que me pontapeias até a saída,
De algo que acaba assim,
Sem ter ponto de partida,
Sem realmente iniciar,
Trazendo à lembrança,
Que não permitiste partilhar,
Arruinando toda esperança,
De te mostrar tão belo sentir,
Que sendo mudo pode gritar,
Que sem palavras se faz exprimir,
E faz meu coração lacrimejar.

Sinto-me tão impuro,
Eu que era casto e sereno,
Sentindo algo tão duro,
De quem atingiu em pleno,
O rochedo onde foi aterrar,
Partindo os ossos da alma,
Numa queda que não pude evitar,
Depois desta escalada calma,
A um cume que julguei alcançar,
E agora de todos temo-me a mim,
Pelas formas que te pensei abraçar,
Por te bordar com lirios e alecrim,
A ti que não mereces,
Nem sequer a consideração,
Que no meu coração pereces,
Agora que perdeste o condão,
Pela chama que extinguiu,
Por seres a sensação,
Deste meu sonho que partiu,
Que se chegou a materializar,
Numa realidade que não voltou,
E após me martirizar,
Sintam o gemido que se soltou,
Mas não usem os ouvidos,
Pois este devoto seguidor,
De romances há muito perdidos,
Berrou em seu esplendor,
Directamente ao coração,
Em suas lágrimas implorou,
Volta cruel mas amada paixão,
Sem sentimentos não sei quem sou...

Um comentário:

Anônimo disse...

confusão mta confusão...**