quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Corredor

Sigo a passo,
Este corredor,
Feito a belo traço,
Cada porta uma côr,
E com voz doce,
Numa prosa apelativa,
Pedem que fosse,
A uma realidade alternativa,

Assemelha-se a uma avendia,
Plena em comércio,
Com publicidade colorida,
Apelando ao desperdício,
Toldando a razão,
Mentindo em cinismo,
Culminando na sensação,
De tar a um passo do abismo...

Mas nem tudo é assim,
Há o pequeno comércio,
Que não tem como fim,
Apelar apenas ao vicio,
Representado em portas rudes,
De acesso complicado,
As mais belas virtudes,
Num corredor mal-amado...

Há cada vez número menor,
Destas portas virtuosas,
Prenunciando o pior,
Mostrando que não há mar de rosas,
Para a praia da vida,
Deixando apenas desejar,
Que a alma não fique perdida,
No corredor que existe ao sonhar...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Caminhos do coração

A noite respira,
Um ar sereno,
Meu coração suspira,
Por não ser pleno,
És algo que falta,
Preencherias o vazio,
Do coração que se exalta,
Pela falta de desafio...

Por apenas não palpitar,
Por sincera solidão,
Por ninguém o acompanhar,
Num impossível missão,
Que irá completar,
Quando tiver companhia,
Quando o ritmo aumentar,
Quando se fizer magia...

Preenchido por ilusionistas,
Não pode permitir,
Ser preenchido por artistas,
Que não se fazem sentir,
Não é isso que procura,
Fazendo apenas notar,
Que nesta rua escura,
Essas luzes não o vão guiar.

Pois corrido o caminho,
Candeeiros vão falhar,
Nunca o fará sozinho,
Haverá amigos a acompanhar,
E quando a luz aparecer,
Vai sentir a sensação,
E acabará por se perder,
Acompanhado por outro coração...