sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Voz do silêncio

'Tá tudo escuro,
E o silêncio ecoa,
Neste nada perduro,
E o tempo voa,
As paredes apertam,
E martelo o pensamento,
Meus olhos despertam,
E vêem o nada que ostento,
'Tou só mesmo acompanhado,
Nu apesar de vestido,
Sou timidez do desavergonhado,
Ficando no canto esquecido,
É isso que escuto,
Quando o mundo se cala,
Um berro bruto,
Que em meus ouvidos estala,
Porque ouço esta voz?
Serei mesmo assim,
Sou individuo tão atroz,
Que odeiem tar perto de mim?

NÃO! Claro que não,
Sai desgraça pensamento,
Que quebras o coração,
Procuras meu tormento,
E até me enlouqueces,
Odeio ficar só,
Pois só aí apareces,
Tornas meu cérebro em pó,
Com tuas mentiras,
Oh voz do silêncio,
A vitalidade me tiras,
A cada vez que presencio,
Os berros que soltas,
Paranóias em que cismo,
A minha sanidade escoltas,
Para o mais profundo abismo.

Agora pouso o pé,
Bato com ele no chão,
Vou ver tudo como é,
Abraço a sensação,
De vos ter a meu lado,
Quem me traz alegria,
A quem agradeço calado,
Que fazem com que sorria,
Calemos esta voz,
Triste voz do silêncio,
A felicidade é pra nós,
Pois a todos anuncio,
De ninguém posso esquecer,
Acordando toda cidade,
Gritar e fazer-vos ver,
Que nos pertence a felicidade!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Revolta aos sentimentos

Em vis palavras te escrevo,
Oh por este odioso sofrimento,
De ruim forma te descrevo,
Culpada do meu desalento,
Te confesso que te odeio,
Por não deixar de te querer,
Por sentir o que não planeio,
Por me deixar sofrer,
Por não conseguir controlar,
Pela forma como me envolvo,
Nesta crueldade que me faz desabar,
Pois teu problemas não resolvo,
Oh tu que trazes o fim,
Que me pontapeias até a saída,
De algo que acaba assim,
Sem ter ponto de partida,
Sem realmente iniciar,
Trazendo à lembrança,
Que não permitiste partilhar,
Arruinando toda esperança,
De te mostrar tão belo sentir,
Que sendo mudo pode gritar,
Que sem palavras se faz exprimir,
E faz meu coração lacrimejar.

Sinto-me tão impuro,
Eu que era casto e sereno,
Sentindo algo tão duro,
De quem atingiu em pleno,
O rochedo onde foi aterrar,
Partindo os ossos da alma,
Numa queda que não pude evitar,
Depois desta escalada calma,
A um cume que julguei alcançar,
E agora de todos temo-me a mim,
Pelas formas que te pensei abraçar,
Por te bordar com lirios e alecrim,
A ti que não mereces,
Nem sequer a consideração,
Que no meu coração pereces,
Agora que perdeste o condão,
Pela chama que extinguiu,
Por seres a sensação,
Deste meu sonho que partiu,
Que se chegou a materializar,
Numa realidade que não voltou,
E após me martirizar,
Sintam o gemido que se soltou,
Mas não usem os ouvidos,
Pois este devoto seguidor,
De romances há muito perdidos,
Berrou em seu esplendor,
Directamente ao coração,
Em suas lágrimas implorou,
Volta cruel mas amada paixão,
Sem sentimentos não sei quem sou...

domingo, 18 de novembro de 2007

Quem espera

Quem espera,
Por ventura alcança,
Porém também desespera,
Alimentando a esperança,
Correndo risco de cair,
Nunca mais se levantar,
Sem perder o sorrir,
Sem nunca desanimar...

Quem espera,
Tem fogo no olhar,
Pois sua mente reitera,
o que ele quer vislumbrar,
Ou quer apenas ouvir,
Sentir a verdade aproximar,
Sem saber o que sentir,
Mas com o coração a latejar...

Quem espera,
Tem espírito de luta,
Procura sua quimera,
E a sua dor oculta,
Transparecendo horror,
No gotejar de paixão,
Que a cada tremor,
Se esvai do coração...

Quem espera,
Por vezes é feliz,
No Inverno vê Primavera,
Na urtiga uma flor de lis,
Tem a felicidade ao seu alcance,
Congratula-se com o seu fim,
Permite que se realce,
Que só quem gosta espera assim...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

2 de Novembro

Hoje é mais um dia,
Talvez pra vós não pra mim,
Tudo que queria,
Era sentir-me sempre assim,
Apetece-me pinchar,
Mergulhar num chafariz,
Sair de lá a pingar,
Anunciar o quanto sou feliz,
Senti-lo em mim,
Absorver o sentimento,
Sentir algo assim,
Apenas por um momento,
Causar a inveja,
De quem quer e não pode,
Por esta sensação rasteja,
Perante meus berros explode,
E é nessa hora,
Que partilhas comigo,
Que tudo se comemora,
Em que sonhos persigo,
Que o mundo pára por nós,
Deixa-me sentir teu toque,
Deixa-me ouvir tua voz,
Que o desejo nos convoque,
Aliado do sentimento,
Inimigo da minha sanidade,
Segurando tuas mãos um momento,
Beijando-te em liberdade,
É de facto só mais um dia,
Pra vós não pra mim,
Pois este estado de alegria,
Não aparece assim,
Falem com o meu calendário,
Ele sabe o porquê,
Não é o meu aniversário,
Mas aplicava-se o "parabéns a você",
Remeto-me agora ao silêncio,
Já chega de falar,
Fechar os olhos Vai ser intenso,
O resto do dia é sonhar.

domingo, 28 de outubro de 2007

Sonho Mundo

Instantes mudam,
Tudo se corrói,
Os sentimentos aprofundam,
A mente me destrói,
Afundo-me no momento,
Apago o pensar,
Acendeste o sentmento,
Fazes-me sonhar.
Um mundo só nosso,
A nossa realidade,
Onde tudo posso,
Onde somos a verdade,
Onde és minha,
Onde podemos ser nós,
Minha mente te adivinha,
Olhar-te falha-me a voz,
A realidade é diferente,
Funde-se com o sonho,
Aproveito o que se sente,
Aceito-o risonho,
Espero que não pare,
Que o mundo não mude,
Ou fará que dispare,
E até que me afunde,
Só a ti te quero,
O unir dos mundos,
Por ti espero,
Seremos um juntos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Coragem



Este poema foi escrito a pensar primeira numa e depois em mais uma e depois em várias pessoas que precisam ouvir estas palavras (e acho que hoje eu também). É preciso também demonstrar que só pelos amigos haveria aqui a primeira prosa, ainda que introdutória.


Vive!
Sê feliz!
Quem apenas sobrevive,
Nunca faz aquilo que quis,
Nunca atinge o potencial,
Por muito que tente,
Acredita és especial,
Tens um futuro sorridente,
Tens me a mim,
Aliás tens a nós,
Vamos-te mostrar por fim,
Que os amigos são a voz,
Da palavra solene,
Que mereces ouvir,
Da calma perene,
Que podes cumprir,
Dum sentimento insolente,
De pura alegria,
Pois tiras de toda gente,
Uma positiva energia,
Todos temos dúvidas,
Todos entristecemos,
Porém te olvidas,
O quanto te agradecemos?
Por seres quem és,
Por o seres também,
Tens bem assentes os pés,
Na vontade de ser alguém,
Tens objectivos,
E os vais alcançar,
Seremos compreensivos,
E iremos ajudar,
Juntos seremos felizes,
Juntos vamos lutar,
Logo não te martirizes,
Com quem te quer magoar,
Sente o momento,
Partilha tristeza comigo,
Sentirei teu sentimento,
E num sorriso te digo:
Enfrenta tudo com sorriso,
Porque como tamos contigo,
Pode ser que seja preciso,
Estares lá pró amigo.

sábado, 13 de outubro de 2007

O que quer mas não sabe amar

Oh culpa...
Com nevoeiro cobres,
A miséria e angústia,
Destes sentimentos nobres,
Que nunca irradiaria,
À luz da tua descrença,
Pois tua maldade,
Com violenta presença,
Me rouba a prosperidade.

Oh tristeza...
Todos fogem de ti,
És o confirmar do indesejado,
És quem me faz tar aqui,
Magoei e fiquei magoado,
Mas agradeço-te a presença,
Que estejas agora comigo,
És a merecida sentença,
De quem magoa um amigo.

Oh felicidade...
Porque ainda despontas,
Nesta alma culpada?
Não mereço o que contas,
Não mereço tua chama sagrada,
Que consumo sem cessar,
Pois mil ingredientes tem,
Que fazem a dor se afastar,
Ter sem ter alguém...

Oh malfadados sentimentos,
Criadores de meus tormentos,
Limiares da insanidade!
Esperai pela verdade,
Fazei-me perder na realidade,
De quem vive para o momento.
De quem vos tem como elemento,
Para a magia da vida,
Que com que alma perdida,
Nos faz viajar...
De porto em porto parar,
Cada porto uma incoerência,
Destruidor da inocência,
De quem não sabe sonhar.
Mas tem no futuro o olhar,
E pede que possam ajudar,
O que quer mas não sabe amar...

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Dissertando

Explorar a escrita,
Sem saber que escrever,
A minha mente dita,
E as mãos a mexer.
Sonhos de incoerencia,
Rasgos de irrealidade,
Momentos de carência,
Abraço insanidade...
Porque me compreende,
Me aceita assim,
Não me repreende,
Porque ta dentro de mim.
A insanidade sou eu,
Dou-te felicidade triste,
Projecto-me num sonho teu,
Trazendo o que pediste,
Insegura segurança,
Do meu instável ser,
Sombra na esperança,
Quem ao ganhar faz perder...
Mas porque sinto assim?
Não seria de prever,
Tudo que há em mim,
São razões pra sorrir,
Será que são essas?
Sentindo sem sentir,
Juntei as peças...
Recalquei agonias,
Esqueci tristezas,
Cobri com tapete de ironias,
Fazendo mal as limpezas,
Agora me assombram,
Assolam a felicidade,
Os pilares tombam,
Da minha sanidade...
Agora tudo faz sentido,
Embora pareça que não,
Nada tá perdido,
Nesta ordenada confusão...
Confundi a insanidade,
Não é isso que sou,
Vendo bem a verdade,
A insanidade em que tou...
Apenas define a HUMANIDADE.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Crescimento

Qual o objectivo,
De esmagar o genial,
Castigar o criativo,
Desrespeitar o original,
Pelo odioso padrão,
Que os ignorantes regem,
Para o qual não há razão,
Com que os crentes se iludem.

Ilusão errada,
Que fecha a porta,
Que devia estar escancarada,
Prende quem importa,
Solta o imbecil,
Podemos ser mais,
Mas querem povo inutil,
Que sejamos todos iguais.

Para quê Bolonha?
Tratado ignóbil,
Apresenta uma medonha,
Reforma estudantil,
Que agrada apenas,
Quem já tá formado,
Pois contra os mal-preparados,
Seus empregos tão assegurados.

Geração rasca?
Eu acho que há capacidade,
Bloqueada na política de tasca,
Desde tenra idade,
Somos um futuro,
E temo-lo na mão,
Aclaremos o escuro,
Façamos pacífica rebelião.

Revoltemos intelectualmente,
Provemos a verdade,
Criticando como Gil Vicente,
Mostramos a desigualdade,
Provemos que mesmo impingindo,
Big Brothers e afins,
E nosso intelecto denegrindo,
Não cancelam os nossos fins.

Mas para quê revoltar?
Que temos nós a temer?
Ao escrever acabei por notar,
E ao certo perceber,
Não querem reprimir,
Apenas nos ajudar,
Não conseguem sentir,
Porque os vamos ultrapassar.

Esta é a sua realidade,
Querendo ajudar prejudicam,
Não entendem toda a verdade,
Apenas a que identificam,
Devem prover segurança,
E algum desenvolvimento,
Mostrar ampla esperança,
No nosso crescimento.

Tudo depende de nós,
Mostrem capacidade,
Utilizem a vossa voz,
Com arte de verdade,
Façamos ver,
Deixemo-los notar,
Que para crescer,
Apenas têm que nos libertar!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Versos até ti

Sem saber,
Comecei a escrever,
Não dando parecer,
Apenas tempo perder,
Sem nunca esquecer,
Tudo que posso dizer,
Aquele que vai ler.

Para o desafio aumentar,
Acabei por me lembrar,
Que o poderia aprimorar,
Se tudo acabasse por rimar,
Escrevi sem parar,
Como todos podem notar,
O desafio acabo por superar,
Desta forma espetacular.

Porque não foi fazendo rir,
Ou sequer distrair,
Criei vontade de prosseguir,
Acabando por permitir,
Que possam distinguir,
O que acabo de assumir,
E vou dizendo a seguir.

Por te querer,
Por te olhar,
Ver te rir,
Nunca te esquecer,
Querer te amar,
Sem assumir,
Faz o meu coração parar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Ode à Tristeza

Avé fiel companheira,
Que de mão dada me guias,
Por tão bela fronteira,
E por alamedas esguias,
Omnipresente na existência,
Virtuosa nas desventuras,
Pois nem breves ternuras,
Esvanecem tua omnipotência.

Te exalto nestes momentos,
Pois és força motriz,
Duma alma em lamentos,
Desconhecendo o que diz.

Oh digna donzela,
Parceira do sofrimento,
És quem mais se revela,
Neste meu desalento,
Atolado em agonias,
Pressintindo doces noticias,
Que são dolorosas ironias,
Este prazer com que alicias.

Desabando a minha volta,
Todos te levam com eles,
Pois até mesmo na revolta,
Tu mostras presença reles,
Te insurges em todos nós,
Impingindo vil presença,
És a mais aguda voz,
Que dilacera na desavença.

És o sentimento do povo
Pertencendo também a nobreza,
Não és nada de novo,
Embora não haja clareza,
De ser ou de intelecto,
Para uma vacina criar,
Criando um modo concreto,
E uma forma de contigo acabar.

No entanto agora te abraço,
Te acarinho no meu peito,
Ofereço te este espaço,
E te escrevo a preceito,
Elevo-te ao pedestal,
Pois és a bela rainha,
Do reinado transcendental,
Em toda percepção minha.

Conquistaste aquele,
Que nunca irias conquistar,
'Tás na superficie da pele,
'Tás nas veias a pulsar,
Odeio-te amando,
Pois me fazes compreender,
Embora renegando,
Vieste comigo ter.

Pois se existes,
Algo te criou,
Assinalas a existência,
Que meu coração procurou,
Com extenuada insistência,
Afinal de contas tristeza,
Assinalas o amor.

Embora sem qualquer delicadeza,
Ou sublime esplendor,
Amo ela e os meus,
Que sem nunca se alistar,
Sucumbem a designios teus,
Cujos sonhos queres findar,
Atingindo-me pela epidemia,
Dos que não devem chorar.

Agora sou eu quem contagia,
Pois não soube aceitar.
Vivi na ilusão,
Que nunca haveria desilusão,
Mas que seria do coração,
Senão houvesses vil sensação?

Seria deprimente e estático,
Reles batimento sombrio,
Pobre ritmado e sintético,
Contraste deste suave e bravio,
Que a vida tanto embeleza,
Que sem ti não existiria,
Oh doce tristeza,
A minha adorada alegria.


terça-feira, 31 de julho de 2007

Beijar-te

Segundo a segundo,
Sentimento a sentimento
Gira o meu mundo,
No qual atento,
A mudanças de sensação,
A memórias a aumentar,
Choques e emoção,
Um viver e aproveitar.
O mundo gira a minha volta,
Sou e somos seu centro,
Em cada pensamento que se solta,
Daquilo que somos dentro,
Só nós construímos,
E vivenciamos,
A cada segundo existimos,
A cada segundo abraçamos,
Isto que cresce em nós,
O que nos faz ser,
Aquilo que me entorpece a voz,
O que me faz dizer,
Que te quero e te sinto,
Que sempre tou contigo,
É verdade não minto,
Por ti eu consigo,
Dar o que acabei de ter,
Pois é irrelevante,
Tudo o que receber,
Pois só tu és importante.
Senta-te ao meu lado,
O mundo pára por nós,
Estar aqui sentado,
Olha pra ti e perder a voz,
Será só uma ilusão,
Ou será que pode existir,
Tão imensa paixão,
Como a que estou a sentir?
Tento dizer,
O que sinto por ti,
Teu olhar faz me perder,
Encostar a teus lábios e...

sábado, 7 de julho de 2007

Toque

Um toque,
Um sentimento,
Mãos dadas,
Aquele momento...
Sentidos despertos,
Coração dispara,
Mantenho braços abertos,
A um sentimento que não pára.
Ter-te,
Sentir-te,
Abraçar-te,
Manter-te
Sempre perto de mim,
Para que nada mude,
Que nunca tenha fim.
Pois mesmo que o estude,
No método mais científico,
Procuro o imcompreensivel,
Perceber o magnífico,
Estragando o inesquecivel...

É inesquécivel,
Introcável,
Imperceptível,
Inolvidável
Cada segundo contigo,
Aquele primeiro beijo,
O ser mais que um amigo.
Agora vejo,
Sobretudo compreendo,
Que nem tudo é compreensível,
Ao mesmo tempo entendo,
Que só assim é incrível,
Não percebendo e sentindo,
Guardando-o contigo,
Cada momento lindo,
Cada beijo que partilhaste comigo.

O toque,
O sentimento,
O ar cúmplice,
O momento,
Sem palavras falaste,
Sem te ouvir escutei,
Dizias que encontraste,
O que também encontrei,
Algo que só existe contado,
Que ninguém percebe ou vê,
Encontrei-o a teu lado,
Desisti de perceber porquê,
Tudo o resto faz sentido,
Tudo resto é palpável,
Mas sinto me perdido,
Senão vir o impossível,
Aquilo que tornaste real,
O que contigo exploro,
E que de forma especial,
Me faz dizer que te ADORO.

terça-feira, 26 de junho de 2007

S. João

O fogo ia alto,
Na brasa da churrasqueira,
Premonição de sardinhada,
Naquela grande fumaceira,
Assim foi a entrada,
No grande S. João,
Caldo verde e sardinhas,
Música e animação,
E enquanto separava espinhas,
Lá aquecia o coração...

Era chegada hora,
De deixar familia atrás,
E de me ir embora,
A caminho da folia que satisfaz.
Alho porro e marteladas,
Caracterizavam a multidão,
Todas ruas paradas,
Enquanto guiava meu primo na confusão.
Era noite pra ele também,
Concerteza se entretiria,
Com os amigos como convém,
Neste tão festivo dia...

Eis que era minha vez,
Fugia aos agressivos alhos,
Era um, dois e três,
Mas como com eles nada quis,
Perseguiram-me como bandalhos,
Prontos a afectar o meu nariz...

Em passo apertado lá cheguei,
Onde amigos encontrei,
E como quem cumprimenta pedi,
"Era um fino para aqui!"
Um momento de convivio,
Como só a festa proporciona,
Houve demonstrações de carinho,
Que quando visto impressiona,
Mas festa não tem gostinho,
Sem mais gente a socializar,
E eis que meu amiguinho,
Uma amiga me ia apresentar...

Foi daí que sucedeu,
Nova gente fui conhecer,
Não percebi como aconteceu,
Mas às diversões fui ter,
Algo começou ali,
Divertia-me com quem estava,
E com sorte não me perdi,
Enquanto amigos cumprimentava,
O belo S. João lá me levou,
E fui dar à cervejeira festa,
Onde tudo parou,
Novo fôlego se manifesta,
Peguei a delicada mão,
E com o calor do momento,
Aumentou o ritmo do coração...

Uma caminhada grande,
Pareceu bastante pequena,
Para um sentimento que espande,
Aquela alegria plena,
Que fez uma noite fantástica,
Ou duas e continua a fazer,
Com a rapariga simpática,
Que estou a adorar conhecer,
E dizendo-lhe que não faria,
O poema acabei por escrever...

Que será que diria,
Se soubesse o que tou a fazer?

quinta-feira, 7 de junho de 2007

O Teatro de mim

Ouve-se a tensão,
Sente-se o público,
Viver a sensação,
Ter o momento único,
camarins parecem pequenos,
Não há lugar pra falhas,
Pois a tensão é o menos,
Imagina que te espalhas?
Pensando nisto,
Sentes o "bichinho",
Aí é onde conquisto,
E ganho o gostinho.
O palco iluminado,
Personagem encarnada,
Público sentado,
Atenção em nós concentrada...
Sai a primeira fala,
E é automático,
Já ninguém se cala,
'Tá a ser fantástico.
Decorrem as cenas,
Passam os actos,
Belas histórias apenas,
Ou conceitos abstractos...
No teatro tudo és tu,
E tu és tudo,
Passas do rico ao nu,
Do que tem nada ao que tem tudo!
O teatro é ser nós,
Sendo outro alguém,
É projectar a voz,
Pra que não haja ninguém,
Que vá sem gostar,
Que passe sem perceber,
Todos temos que agradar.
Pois após nos ver,
O nosso nome vão espalhar,
E em uníssono se vai dizer:
A NCB é que está a dar!!!!

domingo, 3 de junho de 2007

Diferente

Depois de ter abandonado,
Tenho algo a dizer,
Diário enclausurado,
Aqui passo a escrever...

Como a ideia se perdeu,
O conceito esvaneceu,
E a outro algo me dedico,
A ti te prejudico...

Com isto dito,
O conselho passo a dar,
Visitai aqueles cujo futuro credito,
Visitai um blog de espantar...

http://ncbjovens.blogspot.com ,
Ficam já a conhecer,
Quando de arte tens fome,
Vai lá para a perder....

Deste blog o futuro,
Não é cruel,
Mas é duro,
Ao conceito sou fiel,
E a poesia perduro...

As próximas postagens,
Serão soltos poemas,
Nas cabeças criará imagens,
De muitos e belos temas...

sábado, 7 de abril de 2007

Cheguei de Férias

Olá querido amigo,
Os dias passavam,
E só queria falar contigo,
Contar as coisas que fascinavam...
Fui de férias,
Praia, sol, diversão,
Alcool a passar nas artérias,
E cada momento uma sensação...
Coisa repentina isto,
De sair pra outro lugar,
Foi um prazer misto,
Pois não havia net pra te falar...
Apaguei por momentos,
A TAL da minha consciência...
Quem tem sentimentos,
Numa noite de indecência?
Não foi tão indecente,
Como ando a desejar,
Talvez isso experimente,
Se a TAL me "acompanhar"...
Queria te contar tanto,
Mas a memória 'tá encoberta,
Por um manto,
Que a TAL me desperta...
A medida que escrevo,
Sinto as veias pulsar,
Nem sei se me atrevo,
A dizer que estou a amar...
Oh mente estranha,
Ai emoções mistas,
O sentimento por ela entranha,
Só com o que dá nas vistas...
Mas daqueles sorrisos,
Não há como enganar,
Deixa homens indecisos,
E corações a palpitar...
Vou hoje rumo à vida,
Fazer a minha sorte,
Lutar pela causa perdida,
O amor até à morte...
Assim te deixo,
Caro amigo,
Com este pequeno trecho,
Matei as saudades contigo....

sexta-feira, 30 de março de 2007

Escrita em dia

Doce amigo,
Diário de mim,
Tou em falta contigo,
Mas redimo-me por fim.
Foram dois dias,
As tristezas?
Perdi-as!!!
Ai doces belezas...
Não me interprete mal,
Amo na mesma a TAL,
Os meus sentimentos afinal,
Não são de mudança banal...
Mas a todo modo,
A vida segue em frente,
E não me incomodo,
Por ter noite diferente...
Embora agora,
Tenha de te contar o achado,
Sabes que TAL senhora,
Deixou de ter chaga ao lado...
As cores são agora vivas,
O sol tem novo brilho,
As flores belas e altiva,
Ornamentam o meu trilho...
Chegou a altura,
O caminho está aberto,
Vou enchê-la de ternura,
Vou tê-la perto...
Com isto te deixo,
Amanhã é novo dia,
Da sorte não me queixo,
Poder ser o dia da ALEGRIA!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 28 de março de 2007

Onde está ela????

Onde estava ela,
Querido diário?
Não vi sombra dela,
nem de meu adversário...
Perguntei ao infinito,
Onde estás tu???
O seu caminho restrito,
Não lembra nem belzebu...
Tenho saudades dela,
Quero viver nela,
Quando posso estar com ela?
Não posso nada sem ela...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Malditos obstáculos

Diário não pode,
Que suplicio,
Esta raiva me sacode,
Mas que sacrificio...
Não pude,
Não me deixaram,
Espero que isto mude,
Só montes nos separam...
Aulas miseráveis,
Meus olhos a avistaram,
Que movimentos adoráveis...
Não são aulas,
Nas caixas de cimento,
Que são jaulas,
Do pensamento...
Haveriam de acabar,
É verdade...
Mas na hora do findar,
Nunca mais vi minha jade,
Minha ametista,
Meu lapidado diamante,
Aquela que meu coração conquista,
A cada minuto a cada instante...
Ai devaneios de desejo,
Ai libido e espontaneidade,
Como me pedem seu beijo,
Como me tiram felicidade...
Podem tirar à vontade,
Roubar cada porção,
Pois a insanidade,
Apenas agora invadiu meu coração...

domingo, 25 de março de 2007

"O Grito do Ipiranga"

Diário Querido,
Como te contar?
Foi dia perdido,
Sinto-me desesperar...
Que dia parado,
Pensei que ia vê-la,
Estava tão enganado,
Esperança? Porque perdê-la,
Sairei daqui p'ró café,
Pode estar lá,
Sonho de mais não é?
Sonhos é que mais há,
Nestes dias que passam,
Desde que a vi,
As esperas matam,
Malditos dias vivi,
A esperança voltou,
Ou hoje ou amanhã,
Com ela 'inda estou,
De amanhã não passará...
Conseguirei falar com ela??
Ou 'tará com aquele?
Linda flor singela,
Que será que vê nele??
Tou a ficar tolinho,
Penso co' coração,
Quem diria que o fraquinho,
'Inda vai dar em paixão?
Querido diário,
Não sei que dizer,
Tenho um adversário,
Mas deixei de o temer...
Agora que a paixão,
Me torna seguro,
Parto de coração na mão,
Darei um tiro no escuro...
Afinal foi fantástico,
Ter estes dois dias,
Amanhã parto entusiástico,
Dúvidas perdias...
Fui obrigado a parar,
Obrigado reflectir,
Escrever te ajuda a organizar,
Ler te faz me sentir...
Vou tomar o meu café,
Amanhã te falo,
Parto sem fé,
Mas digo e não me calo:
Serei forte,
Terei coragem,
Se caminhar para a morte,
O amor acompanha a viagem!!!

sábado, 24 de março de 2007

Fim-de-semana

Querido Diário,
Confidente calmante,
Amigo imaginário,
O dia foi desesperante...
Raio de Dia,
Este sábado,
Tira-me a alegria,
De ver a musa do pecado...
Pois nada sei,
Nem o seu nome,
Como ontem te contei,
Nem número de telefone.
Queria vê-la,
Falar com ela,
Poder defendê-la,
Como fosse minha donzela...
Será necessário?
O que tinha aquele rapaz?
Aquele infeliz otário?
Que não a deixa em paz.
Será que ela o ama?
Porque não o deixa?
O que mantém a chama?
Porque seu olhar se queixa?
Perguntei todo dia,
Mas não soube responder,
A ansiedade é doentia,
EU tenho que saber!!
Avizinha-se domingo,
Outro dia igual,
Curiosidade pingo,
P'ra meu grande mal...
Este fim-de-semana,
Vou ficar marado,
Olho pela persiana,
E não olho p'ra nenhum lado.
Agora me despeço,
Não sei mais que dizer,
Sinto que vou ter sucesso...
Amanhã ainda a vou ver!!

sexta-feira, 23 de março de 2007

Conheci-a finalmente

Querido Diário...
Fiel amigo,
Prezado confissionário,
Me abro contigo...
Hoje voltei a vê-la,
Minha bela afrodite,
Tentei de novo conhecê-la,
Extendi meu convite...
Contarte-ei como correu,
Mereces a confiança,
Via e o mundo estremeceu,
Enchi-me de confiança...
Aproximei-me dela,
Senti sua aura radiante,
As amigas tavam com ela,
Que situação intimidante...
Mas a sorte estava comigo,
As amigas saíram,
Conto-te agora amigo,
Todas portas se abriram...
A medida que me aproximava,
Seu olhos me seguiam,
Com a mente a beijava,
Aqueles labios me extasiam...
Foi assim que me aproximei,
Pensamento eram cem,
Mas apenas perguntei,
"Então tudo bem?"
Sorriu tenuemente,
Quase desmaiei,
O desejo agora é ardente,
Meu coração despedacei,
Com o momento sucecedente...
Um rapaz se aproximava,
O olhar dela apagou,
E eu quase chorava,
Quando ela o beijou...
Agora te escrevo triste,
Pois parti imediatamente,
Pois em mim existe,
Uma dor persistente...
Mas agora que te conto,
E descrevo o que passou,
Não consigo esquecer o ponto,
Em que seu olhar apagou...
Será que tou errado,
Será que vi bem?
Será só meu o coração despedaçado??
Ou estará o dela também???

quinta-feira, 22 de março de 2007

Querido Diário.

Querido Diário...
Será que o posso dizer?
Sinto-me otário,
Dizê-lo sem te conhecer...
Por isso apresento-me,
Sou o poeta apaixonado.
E comprometo-me,
A manter-te actualizado.
Para que tal aconteça,
Tens que saber o passado,
Vou te dizer onde começa...

Sou um mero estudante,
Um jovem simpático.
Que teve a sorte fascinante,
De ver algo fantástico,
Um dia na cidade...
A aura de um anjo,
Cobria uma beldade,
So adjectivos esbanjo,
P'ra descrever tal preciosidade...
Tinha de lhe falar,
Não o costumo fazer,
Mas não o pude contrariar,
O que lhe iria dizer?
Como a atenção despertar?
Com isto em mente
Ao vê-la aproximar,
Eis que estranhamente
A boca deixa de funcionar,
Falar não consigo,
Apenas sei gaguejar...

Quando praguejava,
A sorte que não tive,
Esta ideia se lava,
E a felicidade não contive...
Ela anda na minha academia,
Vou ter outra oportunidade,
Esta é a história,
De como conheci a beldade...

Já sabes o antes,
Saberás o agora,
Confiar-te-ei instantes,
Como fiz nesta hora...
Achas que aguentas?
Ou não queres saber?
Por favor tentas??
Tenho muito a dizer...
Assim me despeço,
Da melhor prenda de Aniversário,
Agora sim confesso,
Posso te chamar:"Querido Diário".

quarta-feira, 21 de março de 2007

Prefácio

Um dia maravilhoso,
Para um blog começar,
Hoje sinto-me espirituoso,
E a poética veia latejar...
Dia Mundial da Poesia,
Inspirou e deu coragem,
Para escrever a magia,
P'ra fazer esta viagem...
Vou sair de mim,
Escreverei apaixonado,
Esta escrita tem um fim,
Escrever um livro digitalizado...
Encarnarei um personagem,
Versejarei as aventuras,
Escreverei dias de coragem,
E intensas ternura...
Mas nem num livro,
A vida é perfeita,
A alma é de vidro,
E Facilmente desfeita...
Quero inspirar a leitura,
Alimentar-me-ei dos comentários...
Parto assim à aventura,
Idealizarei adversários,
Criarei amor e desventura,
Para tal personagem,
Pois a vida é dura,
E também uma viagem...
Solto assim o imaginário,
Revelo o cobiçado,
O segredo dum diário.
O Diário Do Poeta Apaixonado...